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1865–1927

III

Juvêncio de Araújo Figueredo

E Valésia me disse: “O meu pequeno barco, Feito de casca de laranja tangerina, Vejo-o também no mar, pois ele se destina A procurar na vida o mais seguro marco”.

E o leve bergantim, de esvelta proa em arco, Tendo por bujarrona uma luz cristalina, Desceu e fez-se ao mar, nessa noite divina... E aonde se achava o meu? Aonde estava o meu barco?

O meu, bem junto ao dela, ei-lo tranquilamente, Pelas vagas afora... (E uma porção de gente, Ao vê-lo assim, mordia indiscretas perguntas...) Mas, todo o nosso olhar não via senão uma

Luz, muito distante... ao longe... além... na bruma... Eram, no mesmo sonho, as nossas almas juntas!...

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III · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove