Delicados, tenuíssimos novelos
De emocionais aromas vaporosos,
Sobem da noite desses teus cabelos,
Ou descem como afagos amorosos.
Aromas erram, que dá gosto tê-los
A taça ideal dos sonhos vaporosos!
E minh’alma, aflitíssima, ao sorvê-los,
Enche-se toda de emotivos gozos...
Esses aromas, límpidos, divinos,
Leves, efluviais, vibrando os hinos
Das sensações — aromas requintados —
Esses aromas, minha Flor querida,
Serão na morte o que hoje são, na vida?
Serão na morte, então, abandonados?