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1865–1927

III

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sim, há de ressurgir, feito da mesma lama, Feito do mesmo pó, dessa eterna argamassa Da qual tudo se faz e na vida se inflama, Ora no tédio amargo, ora na luz da graça.

Ressurgirá num lírio aberto ou numa chama; Num divino clarão; ou no verme que passa, Oculto, a rastejar no veludo da grama Da sepultura e sobe e aos ciprestes se abraça.

Ou será borboleta em chamalotes de ouro, Ou ave cantadeira; ou rútilo besouro; Ou poeira de cristal, para qualquer efeito. Mas, depois disso tudo, há de ser o que fora

Nos segredos do amor e na dor rugidora... — Há de ser coração, para pulsar num peito.

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III · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove