E quando a tarde veio e o alto sino da ermida
De novo repicou, e a sua voz dolente
Fez-se ouvir até longe, além duma comprida
Estrada pela qual descia muita gente...
E, quando junto ao altar de toalha guarnecida
De cravos e jasmins, à luz resplandecente,
O vigário cantou uma prece sentida
Nos arroubos da fé, e ouviu-se um coro ardente...
Nessa hora abençoada e límpida, nessa hora,
Entre luzes, no altar, clara, Nossa Senhora,
Tinha no doce olhar os mais suaves brilhos...
E, parecendo abrir os braços, balbuciava:
— Eu sou do amor a força, e ao mesmo tempo, a escrava,
E, pelo amor perdoo a todos os meus filhos.