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1865–1927

III

Juvêncio de Araújo Figueredo

E quando a tarde veio e o alto sino da ermida De novo repicou, e a sua voz dolente Fez-se ouvir até longe, além duma comprida Estrada pela qual descia muita gente...

E, quando junto ao altar de toalha guarnecida De cravos e jasmins, à luz resplandecente, O vigário cantou uma prece sentida Nos arroubos da fé, e ouviu-se um coro ardente...

Nessa hora abençoada e límpida, nessa hora, Entre luzes, no altar, clara, Nossa Senhora, Tinha no doce olhar os mais suaves brilhos... E, parecendo abrir os braços, balbuciava:

— Eu sou do amor a força, e ao mesmo tempo, a escrava, E, pelo amor perdoo a todos os meus filhos.

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III · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove