Era a força, era o sangue, era a vida e a coragem,
Era a glória do leão a minha mocidade;
Ora sonhando sob o abrigo da folhagem,
Ora escalvando o areal de uma qualquer cidade.
Heroína, no mundo, em meio da voragem
Das misérias, venceu o polvo da maldade.
Aos fortes pés calcou do sofrimento a imagem;
E foi sempre vencendo, em plena liberdade.
Venceu o ódio, a inveja, a vaidade, o egoísmo,
E a mentira fatal, em cujo eterno abismo
As almas rolam como as lesmas pelo chão.
E, assim, cheia de fé, entre sonhos diversos,
Começou a fazer os seus primeiros versos,
E neles encerrou, cantando, o coração!