Agora, vejam como a rapariga passa
Tão bem, tão satisfeita, alegre, toda risos,
Com o formoso olhar resplendente de graça,
E a boca a tilintar como os mais leves guizos.
Nenhum medo, nenhum, a incomoda, a embaraça;
E os dois seios lhe são delicados narcisos
De seiva virginal. Com modos de ricaça,
Vive num campo em flor, sem passos indecisos...
É que vive com ela e ela a sente, extremosa,
A alma feita clarão, dulcíssima e piedosa
Daquele cujos pés beijara e que hoje em dia
Procura lhe dizer as cousas mais bonitas,
Encontradas no Além, nas plagas infinitas,
Na eterna floração dos Campos da Alegria.