Desci do alto do morro, e, célere, apressado,
Fui falar a Valésia, onde ela me esperava.
Ai! seio morno! Ai! seio em flor! Ai! seio amado!
E era um favo de mel a boca que eu beijava...
Fomos depois à praia... E a praia do povoado,
De alegres corações, toda repleta estava!
E o luar parecia um óleo derramado
Sobre o espelho do mar que os astros retratava.
Viam-se em plena esteira azul das vagas mansas
Uns barcos de papel... Ah! quantas esperanças,
Da praia virginal no amoroso recorte...
Calçadas de ardentia, as belas raparigas
Pareciam visões legendárias, antigas...
E os rapazes, então, riam da própria sorte.