Quando morreu a minha infância, nesse dia
Nem sei mesmo quem foi levá-la à sepultura.
Ao seu peito caiu uma tarde sombria...
E, depois, uma noite escura... escura... escura...
E, se alguém a levou, não sentiu alegria,
Antes desolação, lancinante tortura.
Nem um esquife azul, o mais simples, havia,
Nem meninos de escola e pássaros na altura...
Nem lírios e jasmins. E, agora, é que me lembro:
Minha infância morreu num dia de setembro,
Em que, de tarde, triste, olhando o céu e o mar,
De alma cheia de pranto e amargos desenganos,
Pela primeira vez, no dia de meus anos,
Não tive quem me desse um beijo e um terno olhar!