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1865–1927

II

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando morreu a minha infância, nesse dia Nem sei mesmo quem foi levá-la à sepultura. Ao seu peito caiu uma tarde sombria... E, depois, uma noite escura... escura... escura...

E, se alguém a levou, não sentiu alegria, Antes desolação, lancinante tortura. Nem um esquife azul, o mais simples, havia, Nem meninos de escola e pássaros na altura...

Nem lírios e jasmins. E, agora, é que me lembro: Minha infância morreu num dia de setembro, Em que, de tarde, triste, olhando o céu e o mar, De alma cheia de pranto e amargos desenganos,

Pela primeira vez, no dia de meus anos, Não tive quem me desse um beijo e um terno olhar!

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II · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove