Skip to content
1865–1927

II

Juvêncio de Araújo Figueredo

Manhã clara! Manhã de púrpuras franjadas De ouro e álacres rubis luminosos sangrando... Alvoroça-se a terra, ao correr das quebradas, E sobre o mar se estende um clarão doce e brando.

Ao terreal que esvoaça há velas enfunadas: Umas indo... outras vindo... outras se preparando... Chia, zine a cigarra entre as verdes ramadas, E as águas de cristal das fontes vão cantando...

É que o sol ressurgiu. Assim, também, um dia, Há de o meu coração ressurgir, na harmonia Das horas que tiver de cantar com fervor. E cada hora virá com mais deslumbramentos,

Com mais luz, com mais fibra e mais fortes alentos. E mais seiva de vida e mais sonhos de amor.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
II · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove