Entretanto, não choro, agora, a sua ausência,
(Morresse ela tão pobre, e sem o meu olhar)
Porque, da luz do sol à flava resplandência,
Ou quando a noite desce, encontro-a sem cessar.
E o seu vestido é todo iriada florescência
Fluídica, sutil, rarefeita, do luar...
E o seu corpo possui ainda a mesma inocência;
E há músicas no seu acariciante falar.
Penso seguidamente, então, na borboleta
Branca, de poeira de ouro, e de asa irrequieta,
Que me bate à janela, e eu, entre as mãos osculo...
Assim, a alma de quem, de uma tuberculose
Atacada, morreu, e em plena transmorfose,
Como outra borboleta, irrompeu de um casulo.