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1865–1927

II

Juvêncio de Araújo Figueredo

Entretanto, não choro, agora, a sua ausência, (Morresse ela tão pobre, e sem o meu olhar) Porque, da luz do sol à flava resplandência, Ou quando a noite desce, encontro-a sem cessar.

E o seu vestido é todo iriada florescência Fluídica, sutil, rarefeita, do luar... E o seu corpo possui ainda a mesma inocência; E há músicas no seu acariciante falar.

Penso seguidamente, então, na borboleta Branca, de poeira de ouro, e de asa irrequieta, Que me bate à janela, e eu, entre as mãos osculo... Assim, a alma de quem, de uma tuberculose

Atacada, morreu, e em plena transmorfose, Como outra borboleta, irrompeu de um casulo.

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II · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove