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1865–1927

II

Juvêncio de Araújo Figueredo

Sem a luz dos teus olhares Vivo em campo de pesares. Sem o mel da tua boca, A minha alma faz-se louca.

Sem o amoroso agasalho Dos teus seios, que trabalho! Sem os dúlcidos carinhos Das tuas mãos, que caminhos!

Sem o olor dos teus cabelos De seda, que pesadelos! Sem a voz das tuas falas Que silêncio de senzalas!

Sem o calor da tua pele A dor à morte me impele. Sem teu amor, com certeza, Quem será a minha mesa?

E assim vivendo, minha alma Por acaso terá calma? Terá, por acaso, vida No meio desses cansaços,

Se não me deres, querida, O amparo dos teus braços?

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II · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove