Naquela casa que ameaça ruínas,
Cujo telhado cobre-sede limo,
Vi as primeiras rosas matutinas;
Deram-me uns seios o mais forte arrimo.
Parece que ainda sinto, entre as cortinas
Do meu berço de linho no alto cimo,
O aroma do alecrim, nas mãos divinas,
De minha mãe de quem eu era um mimo.
Mas, como todo o ser, ao vir à vida,
Verte uma triste lágrima sentida,
Nessa casa verti-a. E, então, jamais,
Jamais esquecerei, na vida inteira,
Que ali verti a lágrima primeira,
Inicial das contas dos meus ais.