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1865–1927

I

Juvêncio de Araújo Figueredo

Naquela casa que ameaça ruínas, Cujo telhado cobre-sede limo, Vi as primeiras rosas matutinas; Deram-me uns seios o mais forte arrimo.

Parece que ainda sinto, entre as cortinas Do meu berço de linho no alto cimo, O aroma do alecrim, nas mãos divinas, De minha mãe de quem eu era um mimo.

Mas, como todo o ser, ao vir à vida, Verte uma triste lágrima sentida, Nessa casa verti-a. E, então, jamais, Jamais esquecerei, na vida inteira,

Que ali verti a lágrima primeira, Inicial das contas dos meus ais.

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I · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove