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1865–1927

I

Juvêncio de Araújo Figueredo

Lá ficou no caminho Um trêmulo velhinho Cuja cabeça está coberta de alvo linho. Perguntei-lhe porque não vinha à tua ermida

E ele me respondeu: — Porque não posso andar; Tenho a perna direita atrozmente partida; E a esquerda adoeceu

Nas friagens do mar, nas labutas do mar... Mas ficarei rezando, No caminho, Uma oração

Na qual irá voando Todo este aflito coração, Até ficar juntinho Do altar

Dessa que é nossa Mãe, por ser Mãe de Jesus: Dessa que nos conduz Eternamente os passos, Sob a piedosa cruz, a misericordiosa cruz

Para sempre bendita dos seus braços. E prosseguiu, depois, o trêmulo velhinho: — Dize à Nossa Senhora Que eu não vou,

Porque a minha perna se quebrou. E não subo sozinho Esse caminho Cheio de tanto espinho...

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I · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove