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1865–1927

I

Juvêncio de Araújo Figueredo

Com a humilde ovelhinha entre os braços cativa, Eis sorrindo, no altar, São João do deserto. E o fundo de cristal da noite evocativa Parece, no horizonte um neorama aberto...

Corre, vagas afora, uma encantada estiva De bergantins... E um coração, a descoberto, Em cada um a cantar, numa esperança viva... Mas, ai do que tiver um rumo vago e incerto!

Pequeninos clarões, brancas luzes acesas, Vão pelo mar afora, ao léu das correntezas... É uma frota veleira, em busca de outras plagas. Quem de tantos clarões contempla a quantidade,

Do alto do morro, sente uma grande ansiedade De acompanhá-la sobre a ondulação das vagas.

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I · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove