Com a humilde ovelhinha entre os braços cativa,
Eis sorrindo, no altar, São João do deserto.
E o fundo de cristal da noite evocativa
Parece, no horizonte um neorama aberto...
Corre, vagas afora, uma encantada estiva
De bergantins... E um coração, a descoberto,
Em cada um a cantar, numa esperança viva...
Mas, ai do que tiver um rumo vago e incerto!
Pequeninos clarões, brancas luzes acesas,
Vão pelo mar afora, ao léu das correntezas...
É uma frota veleira, em busca de outras plagas.
Quem de tantos clarões contempla a quantidade,
Do alto do morro, sente uma grande ansiedade
De acompanhá-la sobre a ondulação das vagas.