No seu triste caixão, no seu último leito
Não havia uma flor! Mas se eu ali estivesse,
Teria o coração mais do que satisfeito,
Porque do roseiral que por ali floresce
Nem uma rosa só, de perfume desfeito,
Ficaria no pé. Depois, a minha prece,
Dar-lhe-ia, por certo, o santíssimo efeito
De um azeite de unção, que na crença se aquece.
E eu mesmo, sem ninguém ousar falar de mim,
As suas lindas mãos mais alvas que o marfim,
Cruzaria por sobre o seu peito gelado...
E eu mesmo, dentre toda a gente do caminho,
Seria capaz de levá-la, sozinho,
E enterrá-la, a chorar, e enterrar-me ao seu lado.