Skip to content
1865–1927

I

Juvêncio de Araújo Figueredo

No seu triste caixão, no seu último leito Não havia uma flor! Mas se eu ali estivesse, Teria o coração mais do que satisfeito, Porque do roseiral que por ali floresce

Nem uma rosa só, de perfume desfeito, Ficaria no pé. Depois, a minha prece, Dar-lhe-ia, por certo, o santíssimo efeito De um azeite de unção, que na crença se aquece.

E eu mesmo, sem ninguém ousar falar de mim, As suas lindas mãos mais alvas que o marfim, Cruzaria por sobre o seu peito gelado... E eu mesmo, dentre toda a gente do caminho,

Seria capaz de levá-la, sozinho, E enterrá-la, a chorar, e enterrar-me ao seu lado.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
I · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove