Vejam que esquife azul, chamalotado de ouro,
Vai pelo morro, à luz do ocaso aceso! E vejam
Como o rodeiam, rindo, entre canções, em coro,
Os meninos da escola e os pássaros que adejam...
Da morte no cruel e eterno sorvedouro,
Lá em cima, no morro, os mochos que o protejam!
Proteja-o albente luar e sol faiscante e louro!
E as orações do mar que junto dele estejam!
Vai a enterrar-se o corpo esvelto e delicado
De uma criança e leva o peito marchetado
De rosas e jasmins de mádida fragrância...
Vão levá-lo os irmãos, a fim que a terra o guarde
Sob o fulvo esplendor dessa tão linda, tarde...
Mas não foi tão feliz a minha pobre Infância!