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1865–1927

Heroísmo

Juvêncio de Araújo Figueredo

O rude arpoador de golfins e baleias Não queria que a filha amada se casasse, Tão moça, ela lhe dava o encanto das sereias, E outra, talvez, ao seu teto jamais baixasse.

No entanto, a rapariga, embalada nas teias Do sonho, amava a Paulo, embora o pai buscasse Dissuadi-la do amor que lhe é sangue nas veias, E nem quisesse ouvir quem no rapaz falasse.

Certa tarde, porém, vejo-os numa canoa, Ao léu de um temporal, sobre as vagas, à toa... E caíram do mar nos piores perigos... Nada o austero arpoador, para salvar a filha...

Mas o Paulo, que os vê, rompe as águas da Ilha, E os leva à praia branca em seus braços amigos.

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