O rude arpoador de golfins e baleias
Não queria que a filha amada se casasse,
Tão moça, ela lhe dava o encanto das sereias,
E outra, talvez, ao seu teto jamais baixasse.
No entanto, a rapariga, embalada nas teias
Do sonho, amava a Paulo, embora o pai buscasse
Dissuadi-la do amor que lhe é sangue nas veias,
E nem quisesse ouvir quem no rapaz falasse.
Certa tarde, porém, vejo-os numa canoa,
Ao léu de um temporal, sobre as vagas, à toa...
E caíram do mar nos piores perigos...
Nada o austero arpoador, para salvar a filha...
Mas o Paulo, que os vê, rompe as águas da Ilha,
E os leva à praia branca em seus braços amigos.