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1865–1927

Hércio

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando vês o vovô, dás gargalhadas Que parecem tilintos de ouro e prata, Ou a música d’água da cascata Que corta os campos verdes e as estradas.

E dás palmas então, muito engraçadas, Nas quais tua alma virgem se arrebata A mundos que nem sei! Talvez à cata De quem possa aplaudi-la, horas contadas.

Mas fico, às vezes, bem desconfiado, Que estejas, meu formoso neto amado, Rindo da branquidão dos meus cabelos, Que é a neve que cai das invernias

Cheias de tédio e de melancolias, Nas estepes cruéis dos pesadelos.

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