Skip to content
1865–1927

Grãos de trigo

Juvêncio de Araújo Figueredo

Foste tu mesma que a prisão fizeste Para o teu corpo fluídico habitar... E agora queres para o azul celeste, Rufiando as asas, célere, voar...

E quando à vida terreal vieste, Por acaso estarias a sonhar? E o que do espaço olímpico trouxeste? E amaste como a gente deve amar?

Prendeste as asas à prisão sombria Da carne, e queres ter toda a alegria De uma ave solta à luz da madrugada! Mas não queiras voar, dessa maneira,

Porque, jamais! na hora derradeira, Grãos de trigo terás para a jornada.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Grãos de trigo · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove