Skip to content
1865–1927

Gente amiga

Juvêncio de Araújo Figueredo

José não vinha a casa há muito tempo. Agora, Abraça a meiga esposa e os filhos. Os vizinhos, Para vê-lo chegar, desde o raiar da aurora, Cruzavam toda a praia e os extensos caminhos.

Quadra em que o pescador, venturoso, melhora De mesa, quando o mar é coberto dos linhos Das neblinas sutis, que se vão mar afora, Tocadas do terral de inefáveis carinhos...

E, quando veio a noite, em chamalotes de ouro, Santo Antônio de Pádua e o seu Menino Louro, Pareciam sorrir, num quadro, na parede, Como toda essa gente amiga, sempre a mesma,

Sorria ao recordar a pesca na quaresma, Que é a que mais produz nas braçadas da rede...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Gente amiga · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove