Essas meninas gêmeas! Que graciosas,
Quando, à tarde, se encontram debruçadas
As curvas das janelas luminosas
Das tuas lindas pálpebras rosadas!
Vejo-as seguido, assim maravilhosas!
Mas, muitas vezes, vejo-as encerradas
Por que são duas monjas lacrimosas
Que aos céus levantam suas mãos nevadas.
E quando as vejo, ocorre-me à lembrança
Um silêncio de prece, na esperanças
De ficar ajoelhado perto delas,
Como se eu fosse o pobretão de um monge
Que chegasse de longe, muito longe,
Para morar na solidão das celas.