Abrem-se as rosas, quando vens chegando;
E as açucenas tornam-se celestiais...
Pelas ramadas, pássaros trinando,
Soltam rimas de guizo, em madrigais.
À luz doce do sol, que vai poeirando
De ouro e prata a esmeralda dos matais,
Corre um perfume acariciante e brando,
Como o de um vinho em ânforas reais.
Tudo se prende à vida, nesse instante,
No afã de te render homenagem.
Religiosamente verdadeira.
E eu, que te espero, sou o rei triunfante,
Alucinado pela tua imagem,
Ó misteriosa Gata Borralheira!