Numa choupana esburacada e triste,
É que nasceste, ó minha filha, numa
Choupana esburacada, que ainda existe
Perto do mar de tão florida espuma.
A dor que as almas langues averruma,
A dor à qual um peito não resiste,
Ao recordar-me disso tudo, em suma,
Sinto-a no peito, como lança em riste.
Mas nisso eu não devia estar pensando;
E sim no nome, que de luz te cobre,
Nesse nome feliz, d’astros brotando,
De quem da terra nos sombrios trilhos,
Tendo vivido sempre humilde e pobre,
Era rica demais junto dos filhos!...