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1865–1927

Filhos

Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem há que tenha filhos e não cante E não chore também. Quando eles cantam Noss’alma canta uma canção vibrante, E os seus braços nos erguem, nos levantam.

Quando eles choram, num lugar distante. Ou bem juntos de nós, nos alquebrantam... E com eles choramos, todo o instante, Prantos cruéis que o peito nos suplantam.

Com braços amparando os nossos filhos Que são correntes fortes e cadilhos Dos ansiosos corações paternos, Rindo, iremos por eles aos espaços,

Sem tormentos, soluços e cansaços... Chorando, desceremos aos infernos!...

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