Quem há que tenha filhos e não cante
E não chore também. Quando eles cantam
Noss’alma canta uma canção vibrante,
E os seus braços nos erguem, nos levantam.
Quando eles choram, num lugar distante.
Ou bem juntos de nós, nos alquebrantam...
E com eles choramos, todo o instante,
Prantos cruéis que o peito nos suplantam.
Com braços amparando os nossos filhos
Que são correntes fortes e cadilhos
Dos ansiosos corações paternos,
Rindo, iremos por eles aos espaços,
Sem tormentos, soluços e cansaços...
Chorando, desceremos aos infernos!...