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1865–1927

Feliz encontro

Juvêncio de Araújo Figueredo

De onde vieste, assim medrosa, assim tremendo, Duvidando talvez do amor que em mim se inflama? No entanto, vou nos teus negros olhos revendo A ventura de quem há tantos anos ama.

Sou um grande faquir; vivo em teus olhos lendo... Sinto nas tuas mãos a tua vida em chama. Olha, vieste do Além; vieste aflita, descendo, Pois o teu corpo fora, em outros tempos, lama...

Fazes parte da eterna e sublime falange Dos seres imortais, que o céu sereno abrange. Percorreste, comigo, outrora essas alturas... Por isso é que, de novo, aqui nos encontramos,

Sem sabermos, talvez, o quanto nos beijamos Sob as asas do amor ou de negras torturas!

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