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1865–1927

Feliz!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Encontrei-a de laço azul nas tranças de ouro, E uma rosa vermelha à boca e outra no seio. E era, à luz cristalina, a sua trança um louro. Sazonado trigal, para o meu devaneio.

Chegara de escutar, no fundo ancoradouro, As ondas, cuja voz inspirava receio, Prometera a Jesus umas preces, em coro; — Salva-o meu adorado! em ti creio! em ti creio!”

E, como o vendaval aos poucos amainasse, E o noivo, são e salvo, a enseada alcançasse, Cumprira o que, em dor e angústia, prometera. Pela tarde que se despetala em fulgores,

Lá vai ela, feliz, entre risos e flores, À capela levar uma vela de cera.

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Feliz! · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove