Encontrei-a de laço azul nas tranças de ouro,
E uma rosa vermelha à boca e outra no seio.
E era, à luz cristalina, a sua trança um louro.
Sazonado trigal, para o meu devaneio.
Chegara de escutar, no fundo ancoradouro,
As ondas, cuja voz inspirava receio,
Prometera a Jesus umas preces, em coro;
— Salva-o meu adorado! em ti creio! em ti creio!”
E, como o vendaval aos poucos amainasse,
E o noivo, são e salvo, a enseada alcançasse,
Cumprira o que, em dor e angústia, prometera.
Pela tarde que se despetala em fulgores,
Lá vai ela, feliz, entre risos e flores,
À capela levar uma vela de cera.