Olha, porém os seus olhares são velados
Como os longes nos quais fulge, de leve, o luar.
Mas, mesmo assim, recorda os seus dias passados
Ora por sobre a terra, ora por sobre o mar.
Ele diz recordar os prazeres gozados
Nas viagens em que andara a cantar... a cantar...
Quer os ventos do sul erguessem fortes brados,
Ou o navio se visse a correr num lagar.
É que com ele andava, ao calor das cantigas,
A jura, sempre fiel, das belas raparigas
Que lhe davam do sonho as ânsias e os desejos.
Quando voltava à terra (Oh! felizes momentos!)
Era para rever todos os juramentos
Dessas bocas em flor, saturadas de beijos.