O estranho ser que às vezes me aparece,
E concita-me à porta, solitário,
De olhar medonho, em fogo temerário,
Ah! esse estranho ser das trevas desce.
Temendo, então, recorro à paz, na prece;
A esse eterno conforto extraordinário,
E, como um novo Cristo, no Calvário,
Peço ao meu Pai, que está nos céus, a messe
Do amor bendito, desse trigo louro,
Que nas granjas azuis os moinhos de ouro
Do sol trituram, para o real conforto
Dos corações assim atormentados,
Dos corações que passam, fatigados,
Pelas ondas sinistras do mar-morto!