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1865–1927

Eterno conforto

Juvêncio de Araújo Figueredo

O estranho ser que às vezes me aparece, E concita-me à porta, solitário, De olhar medonho, em fogo temerário, Ah! esse estranho ser das trevas desce.

Temendo, então, recorro à paz, na prece; A esse eterno conforto extraordinário, E, como um novo Cristo, no Calvário, Peço ao meu Pai, que está nos céus, a messe

Do amor bendito, desse trigo louro, Que nas granjas azuis os moinhos de ouro Do sol trituram, para o real conforto Dos corações assim atormentados,

Dos corações que passam, fatigados, Pelas ondas sinistras do mar-morto!

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