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1865–1927

Eterna tristeza

Juvêncio de Araújo Figueredo

Para quem traz o olhar profundamente aflito, Nas violetas da dor, de uns olhos que parecem Em cada pranto ter a atra expressão de um grito; E em cada grito ter ânsias que à cova descem...

Para quem traz o olhar nesse anseio infinito, E o sente à viva flor dos olhos que se aquecem Nos incêndios fatais de um tormento maldito, Cavado num mistério onde os sonhos fenecem.

Para quem traz o olhar nesse atroz desatino, Não há prazer na terra, embora o mais divino Em resumos de amor tranquilo como os lagos. Para o olhar que assim vaga, anda por toda a terra,

A própria luz do sol, espiritualizada, encerra Os desígnios fatais dos dias aziagos.

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