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1865–1927

Esquecimento

Juvêncio de Araújo Figueredo

Jaz de todo esquecido o filho da Constância, Que há três anos morreu nas ondas. Linda flor! Dos tanoeiros era a maior esperança, E seria, por certo, o melhor pescador.

Estivesse a baía azul, toda bonança, Ou bravia estivesse, ele, cheio de ardor, Embora fosse ainda uma simples criança, Já sabia enxaguar a vela, sem pavor.

Mas como? Então ninguém se lembrará, ao menos Um momento sequer, dos olhares serenos, Daquele que enfrentava a fúria dos quadrantes? Só aquela velhinha, entretanto, soluça,

E parece que até na praia se debruça, Quando rolam na areia as ondas murmurantes!

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