Jaz de todo esquecido o filho da Constância,
Que há três anos morreu nas ondas. Linda flor!
Dos tanoeiros era a maior esperança,
E seria, por certo, o melhor pescador.
Estivesse a baía azul, toda bonança,
Ou bravia estivesse, ele, cheio de ardor,
Embora fosse ainda uma simples criança,
Já sabia enxaguar a vela, sem pavor.
Mas como? Então ninguém se lembrará, ao menos
Um momento sequer, dos olhares serenos,
Daquele que enfrentava a fúria dos quadrantes?
Só aquela velhinha, entretanto, soluça,
E parece que até na praia se debruça,
Quando rolam na areia as ondas murmurantes!