Esquecido de tudo que obtivera
Em glórias, no caminho do passado,
O homem de agora clama e vocifera,
E os braços gesticula, rebelado.
E contra a Luz que o acena, desespera,
E nuvens lança, de um olhar vibrado
Com crueldade, com paixão austera,
Como se fosse um rústico soldado.
Esqueceu, do passado, as armaduras
Com as quais combatia as desventuras,
Vencendo a todos com devotamento!
E não deseja ser, hoje, esquecido,
Quando vive, tristíssimo, escondido
Nos brumais do seu próprio esquecimento!