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1865–1927

Esquecido!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Esquecido de tudo que obtivera Em glórias, no caminho do passado, O homem de agora clama e vocifera, E os braços gesticula, rebelado.

E contra a Luz que o acena, desespera, E nuvens lança, de um olhar vibrado Com crueldade, com paixão austera, Como se fosse um rústico soldado.

Esqueceu, do passado, as armaduras Com as quais combatia as desventuras, Vencendo a todos com devotamento! E não deseja ser, hoje, esquecido,

Quando vive, tristíssimo, escondido Nos brumais do seu próprio esquecimento!

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