Rodam na cana verde as filhas da Vicência,
Vindas do Ribeirão, das últimas Costeiras...
Belas almas febris, de rica florescência,
De seios rebentando em botões de roseiras.
Do diamantino luar na espiritual diluência,
Rodam como visões, graciosas e ligeiras,
Rodam, de par em par, em célere cadência,
Em vertigem feliz, alegres e brejeiras.
Fez-se então um rumor de remos nos toletes...
É que chegam do mar uns rapazes. Foguetes
Esfuziam no espaço... E vozeiam cantigas.
No terreiro do engenho a fogueira crepita...
E, ao vermelho clarão que, em derredor, se agita,
Mais feiticeiras são, agora, as raparigas.