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1865–1927

Do tendal das estrelas

Juvêncio de Araújo Figueredo

As nossas santas mães! Dizei-me se há na vida Almas mais joviais, e mais cheias de encantos... Almas que pelo amor, pela estrada florida, Soltam na asa do beijo os mais vivos quebrantos!

Junto delas não há esperança perdida; Não morre a luz polar, fria, dos nossos prantos; Nem sangra a rubra flor virgem de uma ferida; Nem se perde o carinho ao amaino dos seus mantos.

As nossas santas mães! No amor assinaladas, São, no entanto, da dor cruel das Sete Espadas, Todo o emblema; e ninguém na dor excedê-las. Amemos, pois, quem são, por tão divina sorte,

As únicas no amor; e que, mesmo na morte, Ainda rezam por nós no tendal das estrelas.

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