Para sempre lembrados os que choram
Profundamente, com o peito em lanças...
Mas os que choram pelas esperanças
Que os altos céus olímpicos enfloram.
Para sempre lembrados os que imploram
Mares cheios do azeite das bonanças,
E têm o espírito como os das crianças
Que as próprias feras com piedade adoram.
Ah! pelos que nesse clarão se aquecem,
Todas as ânsias que em dilúvio descem,
Toda gota de lágrima que passa,
Nada mais são que, continuamente,
Diante dos olhos de quem se vê doente,
Os Santos-óleos da divina graça.