Dias longos, nostálgicos, sombrios...
Nem mesmo eu sei quando eles amanhecem!
Nem mesmo eu sei quando eles anoitecem,
Por sobre os campos e por sobre os rios.
Apagados aos doces murmurios,
Das cores, e aos perfumes que entontecem;
E aos campos férteis, que de luz se aquecem;
E às aves de alma cheia de amavios...
Dias fechados, como a chaves de aço
Fechados são cofres de um judeu
Cujo egoísmo mata-o de cansaço,
São os por mim perdidos, penso eu;
São aqueles em que não ergo o braço,
Para implorar o teu perdão, ó Céu!