Que mais linda mulher possui o encanto e a graça
De uma ave que no mar gorjeia, iluminada?
Dessa forma é que Hortência, o meu amor, me passa
Pela frente da casa e abre clarões na estrada.
Houve por esse sítio uma grande devassa,
Desde o morro ao pontal, para ver, na esfolhada
Do milho, quem faria e ainda agora faça
Andar tonta de amor toda a rapaziada.
E aconteceu que fora o seu nome apontado:
— O primeiro capaz de trazer arrastado
Um homem, como o pó pelo brusco favônio!
E quando Hortência está no rol das raparigas,
Perde o encanto a guiné, da qual se fazem figas,
E até não nos socorre o próprio Santo Antônio!