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1865–1927

Devassa

Juvêncio de Araújo Figueredo

Que mais linda mulher possui o encanto e a graça De uma ave que no mar gorjeia, iluminada? Dessa forma é que Hortência, o meu amor, me passa Pela frente da casa e abre clarões na estrada.

Houve por esse sítio uma grande devassa, Desde o morro ao pontal, para ver, na esfolhada Do milho, quem faria e ainda agora faça Andar tonta de amor toda a rapaziada.

E aconteceu que fora o seu nome apontado: — O primeiro capaz de trazer arrastado Um homem, como o pó pelo brusco favônio! E quando Hortência está no rol das raparigas,

Perde o encanto a guiné, da qual se fazem figas, E até não nos socorre o próprio Santo Antônio!

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Devassa · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove