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1865–1927

Destino

Juvêncio de Araújo Figueredo

— “Bebo para matar a mágoa que me invade E me tortura a alma. E bebo sem cessar. E se o vinho acabasse, eu beberia o mar, Sempre assim, sempre assim, cheio desta ansiedade:

O que ele repetia a pura verdade... E continuando, ao balcão, os copos a emborcar, Ao sol, à chuva, em noite escura, à luz do luar, De blasfêmias enchia o azul da imensidade.

Tropeçando, uma noite, em que a poeira do gelo Retalhava-lhe os pés, as faces, o cabelo, Ei-lo do velho engenho em meio da lareira. Ressurgida a manhã, fomos ver o Isaltino...

E a sua mãe nos disse: — “Aqui está o destino De quem lhe vê fugir, num dia, a companheira”!

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