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1865–1927

Desobediente

Juvêncio de Araújo Figueredo

“Filho, não partas, olha o verde Cambirela. Cinge-o urna faixa branca, o sinal dos pampeiros”. Mas o rapaz partiu, numa canoa, à vela, Por se julgar o mais astuto dos tanoeiros.

E uns momentos depois, toda a vasta aquarela De recortes do mar, de pedras e salgueiros, Com leves tons azuis numa tinta amarela, Era riscada a fogo e cheia de aguaceiros!

E junto dos Guarás, lá se foi a canoa Por água abaixo e quilha à mostra, ao léu, à toa: E lá se foi, na morte, o rapaz resoluto. E agora, nesta praia em curva, em pleno maio,

Sob esta tempestade, ao flamejar do raio, Eis outro coração de mãe também de luto!

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