“Filho, não partas, olha o verde Cambirela.
Cinge-o urna faixa branca, o sinal dos pampeiros”.
Mas o rapaz partiu, numa canoa, à vela,
Por se julgar o mais astuto dos tanoeiros.
E uns momentos depois, toda a vasta aquarela
De recortes do mar, de pedras e salgueiros,
Com leves tons azuis numa tinta amarela,
Era riscada a fogo e cheia de aguaceiros!
E junto dos Guarás, lá se foi a canoa
Por água abaixo e quilha à mostra, ao léu, à toa:
E lá se foi, na morte, o rapaz resoluto.
E agora, nesta praia em curva, em pleno maio,
Sob esta tempestade, ao flamejar do raio,
Eis outro coração de mãe também de luto!