O que fazes aí, por estas horas
Taciturnas, sombrias, sossegadas,
Quando ninguém percorre estas estradas?
O que fazes aí, e por que choras?
A quem a paz para a tua alma imploras?
A quem pedes sossego, às torturadas
Ânsias? E o que desejas, das cansadas
Almas que moram onde aflito moras?
Hão de passar por ti ouvidos moucos;
E não os poderás chamar de loucos,
Pois os teus, quando sobre a terra andavam,
Nunca se abriram para ouvir os gritos
Dos desolados corações aflitos
Que nos mares do pranto se afogavam!