Da minha vida as lágrimas flagrantes,
E todos os seus gritos e tristezas,
Bem como os dos riachos soluçantes,
Em contínuas, profunda correntezas...
Da minha vida as ânsias palpitantes,
E os mais negros segredos e asperezas,
Como do mar as vagas, aos possantes
Encontros dos tufões das incertezas...
De tudo enfim que me atormenta a alma
Verás nas linhas augurais da palma
Da minha mão, a afirmação mais justa.
Verás o meu passado e o meu futuro:
Um entre rosas; e outro em ais, no escuro,
No tenebroso leito de Locusta!