De volta ao nosso lar, a este ninho aromado;
A esta casa que a aurora abençoa, amorosa,
Já não mais sou quem era — o mísero exilado
Numa terra sem pão nem fonte marulhosa.
Flores em profusão sobre o linho alvejado
Da nossa mesa em festa! E, na sala espaçosa,
A áurea luz a cantar! E a minha alma ao teu lado,
Sob o pálio do bem da tua alma piedosa.
Pelo lindo beiral curvo das nossas telhas
Que músicas nos dão as douradas abelhas
Que amam como nós dois, felizes, nos amamos!
E os tenros corações dos nossos dez filhinhos,
Bem recordam, Maria, os meigos passarinhos
Na alegria emocional de um Domingo de Ramos!