Volto da solidão dos campos e da serra,
Volto para te ver e para te escutar...
Meu pobre coração era um monte de terra,
Sem lampejos de sol ou afagos de luar.
Hoje um outro ideal toda a minh’alma encerra.
Bate o meu coração, de outro modo, a cantar...
É que te vejo e escuto, e nada então me aterra:
Durmo e acordo feliz junto de ti, ó Mar!
Perfeitamente sei, agora, que a tortura,
Que a tristeza, que o fel, e talvez a loucura.
Que me vinham do sonho os roseirais matar,
Era porque ninguém compreender poderia,
Como tu, meu amigo, a ânsia que me envolvia...
Pois só tu tens uma ânsia igual à minha, ó Mar!