“Queres subir e ver de perto os mundos de ouro
Principalmente aquele em que me vejo? Queres?
Medita então num belo e rápido pelouro
Que rompesse do espaço infindos rosicleres...
Ou medita também num rútilo besouro
Que, depois de voar por sobre malmequeres,
Pousasse neste imenso e claro campo louro,
Presidido por Flora e pela própria Ceres.
De longe, para ti, o mundo onde me vejo,
Bem parece esse inseto, ou, talvez, um lampejo
Quase extinto, a rolar nas profundas distâncias...
Entretanto, é o meu lar, entre os mundos diversos,
Este para o qual vim na harmonia dos versos,
E nas asas febris dos pássaros das ânsias”.