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1865–1927

De onde ele me fala

Juvêncio de Araújo Figueredo

“Queres subir e ver de perto os mundos de ouro Principalmente aquele em que me vejo? Queres? Medita então num belo e rápido pelouro Que rompesse do espaço infindos rosicleres...

Ou medita também num rútilo besouro Que, depois de voar por sobre malmequeres, Pousasse neste imenso e claro campo louro, Presidido por Flora e pela própria Ceres.

De longe, para ti, o mundo onde me vejo, Bem parece esse inseto, ou, talvez, um lampejo Quase extinto, a rolar nas profundas distâncias... Entretanto, é o meu lar, entre os mundos diversos,

Este para o qual vim na harmonia dos versos, E nas asas febris dos pássaros das ânsias”.

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