Apagados serão todos os crimes,
Para sempre apagados... apagados...
Diante dos céus olímpicos, sublimes,
Dos virgens céus azuis, estrelejados.
E tu, ó Cristo, que no amor redimes,
Pois tens ainda os braços levantados,
Não como frágeis, flexíveis vimes,
Mas como uns galhos de árvore, orvalhados...
Tu, Redentor dos corações humanos,
Virás varrer os negros desenganos,
E nos mostrar sem urzes o Caminho.
Transformarás a pedra em grão de trigo...
E, nesse tempo, se eu estiver contigo,
Verei a água transformada em vinho.