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1865–1927

Corvo!

Juvêncio de Araújo Figueredo

Corvo sinistro, que se me apresentas, Melancólica ave taciturna, Que tens nas penas a visão noturna Das frias luas-novas agourentas!

Corvo, corvo sinistro, das nevoentas Plagas não sei de que esquecida furna, Onde jamais cantava a luz diurna, E sim a treva augúrea que alimentas!

Ó ave triste, que nas penas trazes Todo o luto fatal dos satanases Que buscam devorar um peito ansiado! Responde, ó ave triste! ó luto eterno!

Serás um sonho que surgiu do inferno? Serás o tédio corporificado?

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