Ó mãe abençoada dos meus filhos,
Que desse mar mediterrâneo vieste,
Toda a ventura que no olhar trouxeste,
Trouxeste-a de um verão de eternos brilhos.
Queira o meigo Jesus que, pelos trilhos
Da vida, o grande amor que, então, me deste,
Continue a florir, sem que se creste
Como as ervas se crestam nos ladrilhos...
Que as nossas almas, sempre assim, unidas;
E os nossos sonhos, sempre satisfeitos;
E as nossas esperanças, definidas,
E os bens do céu, em clara luz desfeitos,
E todo o bem de searas florescidas;
Vivam nos nossos corações eleitos.