Tanta alegria emocional guardaste
Como num cofre guarda-se um tesouro;
Tanto sonho de vida e amor sonhaste
Como os que sonham numa cama de ouro;
Tanta voz de esperanças escutaste
Em derredor de ti; cantando esse coro;
Tanta crença abençoada alimentaste,
Tanta fé transformaste em trigo louro...
E quantas lutas bárbaras sentiste
Neste da vida mar de anseios, triste,
Quando te vias desolado e só!
No entanto, agora, o que és tu no mundo?
És na mudez de um túmulo profundo,
Uns restolhos tristíssimos de pó!