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1865–1927

Contentamento

Juvêncio de Araújo Figueredo

Ver-te é todo o maior contentamento De um coração que ao amor versos escreve... Ver-te, assim, delicada, leve... leve... Quase uma pluma no correr do vento.

Nos fluidos de ouro do meu pensamento O sonho, por mais amplo, nem se atreve A seguir-te de longe; e nem descreve Da tua forma o alado movimento!...

Ver-te é todo o meu peito abrir-se em dias De sol claro, flamando pedrarias, Nos campos, pelas flores, pelas parras, Pelo mar, pelos rios, pelas fontes,

Pelos azuis prismáticos dos montes, E ouvir cantar as aves e as cigarras.

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