À noite, da janela os astros conto
Seguidamente. Conto-os devagar,
Esquadrinhando o azul, ponto por ponto,
Perdendo nesse espaço o próprio olhar.
Às regiões longínquas me remonto,
Buscando um astro para me amparar,
Quando eu, ébrio, embriagado, tonto,
Vir a morte amorosa me acenar...
Busco, dos astros belos, o mais belo.
Na glorificação do Sete-Estrelo,
Pelos séculos a fora, definida...
Mas um assombro frio se me ocorre,
Sobre o fatal destino de quem morre
Sem haver compreendido a própria vida.