Nossa Senhora da Consolação,
Abre o teu manto azul e me agasalha,
Pois és o arrimo do meu coração
Que no mundo, entre lágrimas, trabalha.
E me estende, Senhora, a tua mão
Que tantas bênçãos pelo mundo espalha;
E que eu não ande, pelo mundo, em vão,
Como no outono ressequida palha.
Que o teu consolo seja um copo de água
A boca rubra de quem sente a mágoa
De não ter água, em dias de verão,
Quando se veja trôpego e cansado,
Depois de haver mil léguas caminhado
Pelos desertos da desilusão.