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1865–1927

Consolo

Juvêncio de Araújo Figueredo

Nossa Senhora da Consolação, Abre o teu manto azul e me agasalha, Pois és o arrimo do meu coração Que no mundo, entre lágrimas, trabalha.

E me estende, Senhora, a tua mão Que tantas bênçãos pelo mundo espalha; E que eu não ande, pelo mundo, em vão, Como no outono ressequida palha.

Que o teu consolo seja um copo de água A boca rubra de quem sente a mágoa De não ter água, em dias de verão, Quando se veja trôpego e cansado,

Depois de haver mil léguas caminhado Pelos desertos da desilusão.

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Consolo · Juvêncio de Araújo Figueredo · Poetry Cove